quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Essa tem futuro


Simplesmente amei essa garotinha. Essa não vai engolir sapos e tolerar convenções assim tão fácil. Quando crescer quero ser igual a ela.

sábado, 5 de janeiro de 2013

As aventuras de Pi

Esse com certeza vai entrar pra minha lista de filmes marcantes. Lindo, profundo, forte, emocionante. Além de cenas de uma estética impecável, a obra questiona valores de uma maneira sensível que respeita o espectador. 
Pessoalmente, a principal lição: "Deus não evita a tempestade, permite que sobrevivamos a ela.", independente do momento vivido, é saudável parar para refletir sobre os valores discutidos. Força interior, fé, crença, amor, colocados de forma ao mesmo tempo brutal e doce. 
Inesquecível e altamente recomendado a quem está cansado de ficar só na superfície.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Chata

Sempre gostei de observar as pessoas, levo a sério a máxima "Aprenda com o erro dos outros, você não vai ter tempo de cometer todos", nos últimos dois anos, por causa do trabalho, conheci muitas mulheres, de diferentes idades, nível financeiro e religião. A grande maioria são pessoas admiráveis, fortes, batalhadoras, confiáveis, apaixonadas, inteligentes. Mas alguém me responde: por que mulher é tão chata? Se sentem donas das pessoas que as rodeiam, acham que têm o direito de se meter nos mínimos detalhes da vida de todo mundo, reclamam de tudo e não têm senso de humor. E esse é um problema que atinge um percentual bastante alto das meninas.
Sou mulher, tão feminina e vaidosa que já fui tachada de fútil, mas na infância e adolescência sempre fui mais amiga dos meninos, então devo ter perdido algumas aulas de como pertencer ao gênero feminino, por favor alguém me explica?
Algum tempo atrás, conversando com uma conhecida casada, ela reclamava do vídeo game do marido, que ele trazia os amigos pra jogar o fim de semana todo e ela acabava ficando sozinha, sugeri que ela aprendesse pelo menos um ou dois jogos pra passar esse tempo com ele. Ela me olhou de um jeito que achei que a cara dela fosse derreter "eu não sou criança", sorri sem graça e fiquei calada por mais um tempo enquanto ela reclamava com a outra, eu, que sou fisicamente incapaz de manter minha língua dentro da boca, perguntei de novo: "não tem nada que você goste de fazer sem ele?" ela respondeu que sim, fazer compras, ir ao cabeleireiro, essas coisas de mulherzinha, e eu, na minha infinita sabedoria: "pô então deixa de ser cri cri e vai ao salão enquanto ele joga!" desde esse dia sou considerada traidora da causa.

Tenho outras mil histórias parecidas com essa, como um sobrinho com quem não tenho muito contato, que perguntou de quem era o CD do Queen no meu carro, e eu disse que era meu, e que tinha aprendido a gostar da banda com a minha mãe, o moleque ficou em choque, simplesmente porque as outras tias não ouvem música no carro, não fingem que vão jogá-lo na piscina e estão o tempo todo com cara de quem está com cólica, ou seja, aos 11 anos ele já tem a imagem de que mulher e diversão não combinam. Ou um amigo que disse que tinha medo de namorar porque sabia que a garota em questão iria começar a fuçar o celular e as coisas dele. Quem foi que disse que pra ser mulher de verdade tem que ser implicante e cortar o barato de todo mundo? Deixe os adolescentes serem adolescentes e ouvirem a música que quiserem, brincarem e fazerem bobagem, deixe o namorado ter amigas, quem quer trair, trai, independente de monitoramento, mantenha conversas de igual pra igual, sem chantagem ou imposição de autoridade, ande junto, seja amiga, dê risada. 
Ninguém aguenta quem faz pose o tempo todo, beicinho e reclamações só vão te fazer uma pessoa indesejada e obrigar quem você ama a mentir pra você com mais frequência.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Rótulo

Acredito que um dos melhores aprendizados do alto dos meus quase 30, foi entender que não é muito inteligente julgar. Apesar de ser praticamente instintivo e automático, é um péssimo hábito, pra dizer o mínimo.
Sempre tive o costume de observar com cuidado quem está à minha volta, tentando aprender com os erros deles, e arrisco dizer que o excesso de julgamento pode ser o erro mais grave de pessoas boas e sábias. Ninguém é imparcial, tendemos a colocar um no banco dos réus e outro no altar indefinidamente. Rotulamos e pronto. Se decidimos que tal pessoa é fútil, não importa que seja altruísta e construa uma creche filantrópica com os próprios recursos "Fez pra aparecer", é uma idéia que provavelmente vai povoar os comentários sobre o feito. E assim se segue com outras características: burrice, leviandade, vulgaridade e pelo outro lado: inteligência, sagacidade, santidade, correção.
Precisamos entender que somos humanos, e costumamos cometer mais ou menos os mesmos erros comuns à nossa espécie. Ninguém está além ou aquém do que nos motiva a agir e cada ato e intenção vai ser sempre único, ponderado e sentido pelo sujeito ativo e não necessariamente entendido pelos demais.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Equilíbrio

Aprender a equilibrar tem sido fundamental pra me sair bem na vida adulta. Em pouco tempo deixei de me preocupar só com o que eu ia ser quando crescesse e tenho que me preocupar em ser o que eu já sou, distribuir atenção, amor e inteligência entre meus quatro homens (marido, irmão e dois filhos), parentes, empresas, casa, amigos, funcionários, estudo e outros projetos pareceria impossível sete ou oito anos atrás, e mesmo agora ainda é muito difícil, e às vezes alguém não recebe o que acredita merecer e aí entram política e jogo de cintura pra compensar eventuais falhas e continuar bem com todo mundo. Não é fácil, mas tem sido gostoso aprender que a vida pode ser bem mais interessante e ocupada do que eu imaginava quando sonhava em ser executiva. Tenho certeza de que sou mais útil e mais feliz agora que nem tenho tempo pra pensar no que poderia ter sido.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Niver

Em poucos dias completo 29 anos. De agora até os 30 vou fazer muitas reflexões a respeito da vida, do mundo e de quem eu me tornei. Toda a evolução e amadurecimento e como eles aconteceram serão revistos no próximos 369 dias.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Continue vivendo


    Depois do nascimento de um filho, especialmente o primeiro, você pensa: a vida nunca mais vai voltar ao normal. Em parte você não poderia estar mais certa, mas é possível sim viver bem depois de se tornar mãe. Com organização e criatividade a vida pode continuar acontecendo entre uma mamada e outra.

1. a internet é sua amiga - pagamento de contas, compras, contato com amigos, trabalho, tudo pode ser feito pela web

2. esteja onde é indispensável - quando o bebê está doente ou ainda mama no peito, somente a mãe serve, mas em outros casos uma titia, vovó ou babá podem perfeitamente dar um banho ou uma mamadeira enquanto você checa seus e-mails, resolve um problema de casa ou simplesmente senta um pouquinho. Quinze minutos longe de você não vão traumatizar o filhote.

3. durma - nos primeiros meses o bebê não liga a mínima se sua olheiras estão mais escuras que suas pupilas, ele vai acordar e abrir o berreiro quando bem entender, portanto descanse sempre que for possível

4. tenha conversas adultas - que o bebê é o ser mais lindo e perfeito que você já viu, é fato, mas também é importante lembrar que você era uma pessoa ante dele nascer, mantenha seus interesses

5. Ele não é de porcelana - assim que possível, permita e incentive a independência da criança, se comer sozinho ele vai se sujar? Vai, mas isso não vai atentar contra a integridade física e emocional dela, assim como um tombinho enquanto aprende a andar, disputar espaços com outras crianças enquanto brinca, é saudável deixar a criança se desenvolver. Proteção demais faz mais mal que bem para ambos.

6. ligue o f***-se - a casa está uma bagunça, o carro parece um depósito de lixo e a despensa parece mais uma igreja? Deixa pra lá, curta o filhote, faça as unhas, hidrate o cabelo, dê uma volta no shopping ou o que mais lhe apetecer. Lembre-se que da vida a gente só leva o que aprendeu, então aprenda que viver feliz é mais importante do que viver certo, afinal quem decide o que é certo mesmo???